Núcleo de Ciência da Felicidade (NCF)
Bem-estar e aprendizagem caminham juntos
O Núcleo de Ciência da Felicidade (NCF) atua na promoção do bem-estar com base em evidências científicas, articulando práticas de cuidado, pertencimento e engajamento no ecossistema acadêmico.
Por que falar de Ciência da Felicidade?
O e-book do Simpósio Docente Ânima 2025/2 destaca o contexto global de saúde mental e o impacto do ritmo acelerado, excesso de estímulos, comparações e estresse crônico no cotidiano de estudantes e docentes. Nesse cenário, a Ciência da Felicidade se organiza como um campo de estudo e prática para desenvolver recursos emocionais e sociais que sustentam uma vida com mais sentido e equilíbrio.
Origem e pilares (com base em evidências)
A Ciência da Felicidade ganha força a partir do início dos anos 2000 com a Psicologia Positiva, impulsionada por Martin Seligman, propondo investigar “o que há de melhor nos seres humanos” e o que faz a vida valer a pena.
- Psicologia Positiva: forças, virtudes, propósito e sentido.
- Neurociência: emoções, neurotransmissores, sono e neuroplasticidade — bem-estar como habilidade praticável.
- Ciência das emoções: inteligência emocional, autorregulação, empatia e consciência emocional.
Felicidade individual e felicidade coletiva
O e-book diferencia duas dimensões complementares: felicidade individual (como cada pessoa percebe seu bem-estar) e felicidade coletiva (construção de ambientes mais justos, colaborativos e saudáveis). Na universidade, isso se traduz em inclusão, equidade, saúde mental e relações respeitosas no cotidiano acadêmico.
Nota importante: o e-book também registra críticas acadêmicas à Psicologia Positiva quando aplicada de forma simplificada ou excessivamente individualizante, reforçando a necessidade de considerar contexto, condições sociais e políticas.
Modelo PERMA-V (bem-estar em 6 dimensões)
O modelo PERMA-V (extensão do PERMA) descreve dimensões que sustentam o bem-estar:
Na prática docente, o e-book exemplifica como cada dimensão pode aparecer no cotidiano: clima positivo em sala, projetos que envolvem, vínculos de apoio, sentido social do conteúdo, conquistas acadêmicas e cuidado com vitalidade.
Práticas com evidência: gratidão e autorresponsabilidade
O e-book apresenta a gratidão como prática de atenção ao positivo, com evidências em neurociência e saúde. Um exercício simples sugerido é registrar três coisas pelas quais você é grato(a) no início ou no fim do dia.
Também reforça a autorresponsabilidade como “construção da felicidade”: reconhecer escolhas possíveis, reduzir a tendência de culpar o ambiente e sustentar práticas consistentes ao longo do tempo.
Materiais do Simpósio
Use o e-book como referência conceitual para aprofundar fundamentos, modelos e práticas.
Conexão com o Índice de Felicidade
O NCF utiliza indicadores institucionais para orientar ações preventivas e fortalecer a cultura de bem-estar.
Referências (citadas no e-book do Simpósio)
- AMERICAN PSYCHOLOGICAL ASSOCIATION (APA) – Psicologia Positiva e contexto científico.
- SELIGMAN, M. E. P. Florescer (2011).
- GOLEMAN, D. Inteligência emocional (1996).
- CENTER FOR HEALTHY MINDS (Richard J. Davidson) – emoções, meditação e bem-estar.
- WORLD HAPPINESS REPORT – relatório global comparativo sobre bem-estar e políticas públicas.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION – saúde mental e transtornos (referências gerais).
- HELD, B. (2004) – críticas e limites da Psicologia Positiva quando aplicada de modo simplificado.