Perguntas Frequentes

O que você precisa saber sobre a Matriz Curricular E2A Radial

Qual foi a principal motivação e o que impulsionou a transição do currículo E2A anterior para o novo E2A Radial?

A motivação para esta mudança curricular reside no reconhecimento de que o currículo é dinâmico e precisa acompanhar os avanços tecnológicos, culturais e as demandas da sociedade e do mercado de trabalho.

O E2A Radial representa uma evolução do nosso currículo E2A. Não partimos do zero, mas preservamos princípios fundamentais como a Integração Curricular e a Flexibilidade.

Grandes motivadores incluem:

Aportes Legais

A adaptação às Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), especialmente em áreas como as licenciaturas, que receberam uma nova DCN em 2024.

Aprendizado e Aprimoramento

O histórico do E2A e tudo o que foi aprendido desde sua implantação ajudou a pensar inovações, refletindo sobre o desenvolvimento de competências e as rotas que precisavam ser aprimoradas.

Foco no Futuro

A inclusão de debates sobre neurociência no aprendizado e a incorporação de inovações como a Inteligência Artificial nas práticas pedagógicas, mantendo o papel de protagonismo do professor.


Como se organiza a estrutura curricular da Matriz E2A Radial?

A Matriz E2A Radial possui uma organização visual radial, com raios e círculos. A estrutura é definida por Níveis, que servem como limitadores e organizadores do percurso formativo do aluno.

Principais características da organização por Níveis:

  • Níveis de Complexidade: Cada nível (por exemplo, em licenciaturas, 3 níveis, e em cursos de maior duração, até 5) agrupa um conjunto de Unidades Curriculares (UCs) com nível de complexidade semelhante e competências que dialogam entre si.
  • Progressão Definida: O aluno calouro é matriculado no nível fundamental e deve cursar as UCs desse nível. Ele só avança para o próximo nível após concluir o nível anterior.
  • Flexibilidade Interna: Dentro de cada nível, a ordem para cursar as UCs não é rigidamente estabelecida, permitindo flexibilidade de oferta e eficiência operacional do curso.

Essa organização por níveis garante maior qualidade na formação e permite que o aluno visualize seu percurso formativo.


Como fica A3 em uma UA?

Na nova modelagem curricular, a A3 (Avaliação de Aprendizagem Aplicada) deixa de ser apenas um momento final de entrega e passa a constituir uma das oito Unidades de Aprendizagem (UA) que compõem cada Unidade Curricular (UC).

Essa UA de Metodologia da A3 é dedicada ao planejamento, desenvolvimento e acompanhamento do projeto A3, funcionando como um espaço de orientação metodológica, pesquisa e integração entre as demais UAs da UC.

De acordo com o e-book Design Curricular e a Evolução do E2A, a A3 como UA:

  • possui 20 horas, com foco na construção e aplicação do projeto integrador;
  • trabalha aspectos metodológicos, como definição do problema, fundamentação teórica, uso da pesquisa e critérios de avaliação;
  • reforça o protagonismo do estudante, ao transformar o processo avaliativo em uma experiência contínua de aprendizagem;
  • conecta teoria e prática, integrando conteúdos desenvolvidos nas demais UAs da mesma UC

Em síntese:

  • uma unidade de aprendizagem voltada à metodologia e execução do projeto A3;
  • um espaço para aplicar conhecimentos de forma integrada e interdisciplinar;
  • um processo formativo, com entregas parciais e feedback contínuo, e não apenas uma avaliação final.

Como fica a Busca Ativa no contexto da Matriz Radial?

No modelo E2A Radial, o termo “Busca Ativa” não é mais utilizado.

As 40 horas que antes compunham esse componente no E2A Mandala foram redistribuídas dentro da estrutura das Unidades de Aprendizagem (UAs).

Agora, o estudante conta com duas UAs específicas — UA7 e UA8 —, cada uma com 20 horas, ofertadas em formato assíncrono e digital, conhecidas como UAI (Unidades de Aprendizagem Imersivas).

Essas UAs têm foco em autonomia, pesquisa e temas transversais, fortalecendo a integração entre teoria e prática e promovendo uma aprendizagem mais flexível e personalizada.

Elas substituem a antiga “Busca Ativa”, mantendo a carga horária total de 40 horas e o propósito de aprofundamento e protagonismo do estudante dentro da jornada formativa.

Em síntese:

  • O termo “Busca Ativa” não é mais utilizado.
  • As 40h foram incorporadas às UAs 7 e 8, chamadas de UAI – Unidades de Aprendizagem Imersivas.
  • Cada UAI tem 20h, é assíncrona e digital, e promove autonomia e pesquisa.
  • O foco permanece em ampliar a aprendizagem e fortalecer a formação integral do estudante.

Qual a diferença entre "Predecessores" e "Pré- requisitos" na Matriz Radial?

As UCs Predecessoras têm o intuito de definir uma ordem de progressão formativa lógica para o aluno, garantindo que ele estude conteúdos fundantes antes de avançar para UCs de maior complexidade.

A principal distinção é:

Característica Pré-requisito (Lógica Antiga) Predecessor (Matriz Radial)
Efeito no Aluno Trava o aluno (nível ou semestre) se for reprovado. Não trava o aluno. O aluno segue com sua turma composição.
Progressão Rigidez na ordem das disciplinas. Garante uma lógica progressiva (por exemplo na pedagogia: estudar especificidades da infância antes de alfabetização).
Flexibilização Não permite avançar. Permite que a UC predecessora abra uma "portinha" para o aluno, que ainda está no nível atual, cursar a UC sucessora correlata no nível seguinte (somente essa sucessora).

Se o aluno for reprovado em uma UC predecessora, ele continua com sua turma composição e pode cursar a sucessora correlata (se a turma for cursá-la), sem ficar travado. Ele cursará a predecessora reprovada na primeira oportunidade de oferta.


Como a Matriz E2A Radial impacta a docência e o processo de aprendizagem em sala de aula?

O grande impacto da nova proposta curricular está na centralidade do processo de aprendizagem. A organização do currículo favorece que o aluno possa se desenvolver integralmente, tornando-se um profissional crítico.

Para os professores, novos desafios e inovações (como a IA e a neurociência), no sentido de melhorar seu trabalho e atingir o propósito de alunos crescendo e se desenvolvendo. Além disso, a Matriz Radial promove a integração dos saberes (a unificação dos saberes dentro das UCs) no ensino superior.

A área de Modelagem e Aprendizagem tem trabalhado na construção de uma referência matética (sustentada nos fundamentos da Neuroaprendizagem) para apoiar os professores no planejamento e construção de suas aulas.


Quais são as transformações mais importantes nos componentes curriculares (Estágio, Extensão, etc.) que afetam a maioria dos cursos?

A Matriz E2A Radial trouxe transformações significativas para diversos componentes curriculares, incluindo:

01


Curricularização da Extensão

A extensão é de fato curricularizada. Os cursos contêm 3 checks de extensão, o que era diferente da matriz Mandala, onde o aluno costumava ter apenas o último check. Isso exige que o aluno comprove sua carga horária de extensão ao longo de seu percurso formativo, evitando o acúmulo para o último semestre.

02


Organização do Estágio

Para cada curso os estágios seguirão com as definições previstas em suas DCNs.

Licenciaturas - Nas licenciaturas, as orientações do estágio foram movidas para fora das Unidades Curriculares (UCs). O estágio passa a ser um componente a cada semestre, com um professor específico para acompanhar a vivência da experiência obrigatória por DCN.

03


Academia de Futuros Profissionais

O antigo componente Vida e Carreira foi substituído pelo Academia de Futuros Profissionais.


Quais são os principais desafios na construção da nova cultura curricular E2A Radial e como podemos contribuir?

Um dos maiores desafios é conseguir reverberar os princípios e a modelagem do currículo para que sejam compreendidos tanto pelos professores quanto pelos alunos. É fundamental que consigamos traduzir o currículo e garantir que os professores se sintam proprietários desse projeto.

Outros desafios importantes incluem:

  • Quebra de Paradigmas: Abandonar a lógica rígida de pré-requisitos e a expectativa de uma estrutura cartesiana de semestres, abraçando a flexibilidade da matriz.
  • Compreensão do Aluno: Garantir o entendimento do aluno sobre o que é esse currículo e o que mudou de fato em seu percurso.
  • Alunos de Transferência (COI): Entender que, para alunos vindos de outras captações (transferência, obtenção de novo título), a regra é diferente. Eles são alocados em uma turma composição com a qual seguem, e as UCs que ficaram faltando serão cursadas na primeira oportunidade ofertada.

A Matriz E2A Radial é uma construção coletiva e exige nossa participação contínua. Somos convidados a participar dos Grupos de Trabalho (GTs), que são espaços abertos para trazer discussões, contribuições e ajudar a construir o projeto, bem como participar dos espaços em que se discute o planejamento, como a referência matética.

*Material elaborado a partir da gravação do Antessala Docente do dia 06/10/2025. Disponível em: https://youtu.be/bd1pZ6WRNpQ

Sobre a Organização Curricular

A Unidade Curricular permanece com uma perspectiva integradora, articulando conteúdos e objetivos para o alcance de uma competência, mas deixa de ser a menor unidade do currículo, passando a ser desdobrada em Unidades de Aprendizagem (UA).

A Unidade de Aprendizagem é uma subdivisão da UC, com objetivos e conteúdos mais específicos. Essa divisão permite uma abordagem mais focada e progressiva do processo de ensino-aprendizagem.

A divisão favorece a organização da aprendizagem, respeita o ritmo dos alunos, facilita avaliações formativas e promove umensino mais significativo e adaptado à realidade dos estudantes.

Ela possibilita o planejamento claro de etapas de aprendizagem, promove autonomia discente, facilita a personalização de metodologias e torna o processo avaliativo mais contínuo e formativo.

Unidades Curriculares (UCs) de 160 horas são organizadas em 8 Unidades de Aprendizagem (UAs), cada uma com 20 horas. A UA é a mínima unidade curricular e tem a competência como seu centro gravitacional, permitindo a conexão entre diferentes cursos. Na graduação, a organização das UAs é a seguinte:

  • Seis UAs com foco nos conteúdos e habilidades específicas da formação profissional.
  • Uma UA voltada para o projeto da A3, abordando aspectos metodológicos, interdisciplinaridade e pesquisa orientada
  • Uma UA para temáticas transversais, como ética, cidadania, diversidade e sustentabilidade, que dialoguem com o projeto e as discussões da UC.

A UA Imersiva (Unidade de Aprendizagem Imersiva) é um dos componentes que integram a estrutura das Unidades Curriculares (UCs) dentro do modelo da Matriz Radial.

Ela é uma unidade autoinstrucional e digital, planejada para que o estudante aprenda de forma autônoma, em seu próprio ritmo, explorando temas transversais e de pesquisa que dialogam com os conteúdos trabalhados nas demais UAs.

Com carga horária de 20 horas, cada UA Imersiva é desenvolvida em ambiente virtual de aprendizagem, permitindo que o estudante estude em qualquer tempo e lugar.

Essas unidades estimulam o pensamento investigativo, o uso da pesquisa como prática formativa, e fortalecem a integração entre teoria e prática, contribuindo para o desenvolvimento da autonomia intelectual e da aprendizagem significativa.

Em síntese, a UA Imersiva:

  • é autoinstrucional e digital;
  • promove autonomia, protagonismo e pesquisa orientada;
  • aborda temas transversais que ampliam a formação cidadã (como ética, diversidade e sustentabilidade);
  • conecta-se às demais UAs da UC, favorecendo uma aprendizagem flexível, integrada e interdisciplinar.

Bases Epistemológicas e Metodológicas

A competência é a capacidade de uma pessoa mobilizar conhecimentos, habilidades e atitudes para solucionar um problema de forma eficaz e com flexibilidade. Ela é composta por:

  • Conhecimentos: Referem-se ao que o indivíduo sabe ou entende, incluindo fatos, teorias, conceitos e informações.
  • Habilidades: Representam o "saber fazer", que são as capacidades práticas e técnicas para aplicar conhecimentos em situações reais (cognitivas, motoras e socioemocionais).
  • Atitudes e Valores: Envolvem o "saber ser", que são disposições pessoais e éticas, comportamentos, posturas, ética e valores que orientam as ações do indivíduo, como empatia e responsabilidade.

O currículo Radial favorece o alcance das competências ao estruturar o processo de aprendizagem de forma não-linear e flexível, valorizando a plasticidade cerebral e a diversidade de trajetórias cognitivas dos estudantes. A organização das Unidades de Aprendizagem com foco no alcance de habilidades progressivas impulsiona o desenvolvimento de competência para atuar de forma ética e flexível na resolução de problemas reais da vida e da profissão.

Cada UA foca em uma habilidade central e explicita outras quatro habilidades progressivas que se desenvolvem de níveis mais simples para os mais complexos. Essa progressão, inspirada na taxonomia de Bloom, orienta as experiências de aprendizagem, tornando o caminho para a construção do conhecimento mais claro e gradual para o estudante.

São aquelas que se desenvolvem de forma gradual, passando de níveis mais simples de domínio para níveis mais complexos. Elas envolvem uma sequência estruturada de aprendizado, onde o estudante constrói conhecimento e competências sobre bases previamente adquiridas. Esse conceito está diretamente relacionado à taxonomia revisada de Benjamin Bloom

Dentro da Unidade de Aprendizagem (UA), as habilidades progressivas desempenham um papel crucial para estruturar a progressão da aprendizagem, orientando as experiências de aprendizagem para níveis progressivos de complexidade, conforme a taxonomia de Bloom, que organiza o domínio cognitivo em seis níveis: Lembrar, Compreender, Aplicar, Analisar, Avaliar e Criar.

Lembrar: Reconhecer e recuperar ideias ou conteúdos memorizados, distinguindo e recordando informações relevantes.

Compreender: Estabelecer uma conexão entre o novo e o conhecimento prévio, expressando informações com as próprias palavras.

Aplicar: Usar ou executar um procedimento em contextos específicos ou situações novas.

Analisar: Dividir a informação em partes, identificando elementos relevantes e irrelevantes e compreendendo as relações entre essas partes.

Avaliar: Realizar julgamentos com base em critérios qualitativos e quantitativos, considerando eficiência e eficácia.

Criar: Combinar elementos para gerar algo novo, como soluções, estruturas ou modelos, utilizando conhecimentos e habilidades adquiridos, incluindo o desenvolvimento de ideias originais

Sim. A lógica de organização por UCs e UAs é flexível e pode ser aplicada em qualquer área, desde que adaptada ao perfil dos estudantes e aos objetivos educacionais do curso.

Planejamento e Referência Matética

A Referência Matética é uma diretriz estruturante do planejamento das experiências de aprendizagem, criada pela área de Design Curricular da IES. Ela é um guia orientador que traduz os princípios da Neuroaprendizagem em estratégias didático-pedagógicas concretas, propondo metodologias,atividades e avaliações que engajam os estudantes e favorecem uma aprendizagem significativa.

A Matética, originalmente proposta como "a arte de aprender", é incorporada como contraponto à perspectiva estritamente didática. Enquanto a Didática se concentra no "como ensinar", organizando o trabalho pedagógico, a Matética destaca a aprendizagem como um processo ativo, autoral e significativo, focando no "como se aprende". O encontro da didática com a matética permite um ensino estruturado que também oferece oportunidades para os alunos explorarem e descobrirem conhecimentos por si mesmos.

A Referência Matética não é prescritiva. Ela norteia o desenvolvimento de competências e experiências formativas, promovendo coerência e flexibilidade curricular, organizando o ensino em Unidades de Aprendizagem (UAs) e fornecendo propostas de estratégias ativas que coloquem o estudante no centro das decisões pedagógicas, favorecendo autonomia, autoria e protagonismo.

Os professores podem utilizar parte ou totalidade das propostas trazidas na Referência Matética, tendo total autonomia para o planejamento das aulas junto a seus pares.

Significa organizar o conteúdo de modo que os conceitos sejam revisitados em diferentes níveis de profundidade ao longo do tempo, facilitando o aprofundamento gradual e o fortalecimento das conexões cognitivas.

A Neuroaprendizagem é uma área interdisciplinar que explora as bases neurológicas do processo de aprendizagem, unindo conhecimentos da neurociência, psicologia cognitiva, educação e pedagogia. Ela tem revelado informações valiosas sobre como o cérebro aprende e processa informações, oferecendo subsídios que podem transformar as práticas pedagógicas e melhorar a experiência de aprendizagem.

Os estudos da neuroaprendizagem contribuem para que o currículo se oriente por práticas que valorizem a plasticidade cerebral, a ativação de múltiplas áreas do cérebro, o uso de estímulos multissensoriais, a evocação frequente e o feedback contínuo, compreendendo a aprendizagem como um fenômeno neurocognitivo, motivacional e emocional.

Os conceitos neurocientíficos aplicados ao nosso currículo incluem:

  • Consolidação da Aprendizagem: Transforma informações recentes em memórias duradouras, sendo favorecida por revisões e aplicações práticas.
  • Ancoragem: Potencializa a aprendizagem ao relacionar novos conteúdos a conhecimentos prévios, fortalecendo sinapses quando os alunos fazem conexões com suas experiências.
  • Engajamento Emocional: Emoções positivas aumentam a motivação e a retenção, tornando a aprendizagem mais eficaz.
  • Engajamento Cognitivo: Refere-se ao envolvimento ativo do aluno com o conhecimento, através de dúvidas, descobertas, curiosidade e reflexão.
  • Multissensorialidade: Estimula diferentes sentidos para ativar várias áreas cerebrais e aumentar o engajamento, combinando imagens, sons, movimento, toque e prática.
  • Estimulação Repetida (Repetição Espaçada): Fortalece as conexões neurais ao revisar conteúdos em intervalos e incentivar a prática distribuída ao longo do tempo.
  • Feedback de Erros: Errar ativa o sistema de atenção e correção do cérebro, e o feedback orienta os ajustes cognitivos.
  • Evocação: Recuperar uma informação da memória reforça as conexões neurais, por meio de perguntas, quizzes e atividades de revisão.
  • Interação Social e Colaboração: A aprendizagem em grupo ativa áreas ligadas à empatia, regulação emocional e tomada de perspectiva.
  • Memória de Trabalho e Carga Cognitiva: A memória de trabalho tem capacidade limitada, e o excesso de informação simultânea pode prejudicar a aprendizagem. Para evitar isso, o conteúdo deve ser segmentado, recursos visuais utilizados e feedback imediato oferecido.
  • Neuroplasticidade: Capacidade do cérebro de se modificar e reorganizar suas conexões em resposta a estímulos e experiências, essencial para a aprendizagem.

A Taxonomia da Neuroaprendizagem é um dos fundamentos da proposta metodológica do nosso currículo, baseada em evidências da neurociência. Ela organiza o processo de aprendizagem em sete eixos neurodidáticos interdependentes, que são:

  1. Conectar: Engajar o estudante com uma situação- problema significativa, identificando o problema central e o objetivo da aprendizagem.
  2. Explorar: Aproximar o conteúdo do repertório do estudante, gerando motivação e curiosidade, ativando conhecimentos prévios e explorando possibilidades.
  3. Expandir: Ampliar as conexões cognitivas por meio de experiências multissensoriais, acessando novas informações, conceitos e vivências.
  4. Evocar: Retomar e aplicar os conhecimentos, promovendo a consolidação da memória de longo prazo ao lembrar, aplicar, explicar ou usar o aprendizado em diferentes contextos.
  5. Efetivar: Relacionar teoria e prática com a resolução de problemas reais, transformando o saber em algo próprio, útil e aplicável.
  6. Interagir: Estimular o diálogo, a colaboração e a construção coletiva do conhecimento, colocando o conhecimento em movimento e desenvolvendo competências.
  7. Avaliar: Favorecer a metacognição e a reorganização do conhecimento com base em feedbacks, verificando se o aprendizado gerou resultados e se transformou em competência. Esta taxonomia não é linear, permitindo flexibilidade aos professores para que os estudantes aprendam por diferentes caminhos, respeitando sua neurodiversidade e valorizando a plasticidade cerebral.

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