Taxonomia de Neuroaprendizagem®
A Taxonomia de Neuroaprendizagem® é um referencial e uma metodologia orientadora fundamental no E2A Radial, cujo propósito é otimizar o processo de ensino-aprendizagem. Ela orienta o planejamento e a mediação pedagógica a partir de como o cérebro realmente aprende, baseando-se em evidências científicas que favorecem a conexão entre emoção e cognição, a prática ativa e a construção de significado pessoal.
Esta taxonomia representa uma evolução da discussão sobre neurociência na educação, pois busca dar um "salto" epistemológico ao integrar as dimensões motivacionais, emocionais e socioemocionais, indo além da tradicional Taxonomia de Bloom.
A Taxonomia de Neuroaprendizagem® possui identidade institucional porque foi desenvolvida especificamente pela Ânima Educação. Sua concepção é resultado de um profundo mergulho nos avanços da neurociência e nas necessidades da prática docente contemporânea, sendo fruto de um esforço coletivo e construída de forma colaborativa entre todas as diretorias da Vice-Presidência Acadêmica (VPA).
A ® é considerada inédita e inclusive foi registrada em blockchain, servindo como um marco conceitual e o fundamento científico que estrutura as práticas pedagógicas e o design curricular da instituição.
Domínios e fases da Taxonomia de Neuroaprendizagem®
A taxonomia adota um modelo radial e organiza a experiência de aprendizagem em sete eixos neurodidáticos interdependentes, agrupados em três grandes fases: ativar, aplicar e avaliar.
O cérebro é preparado para receber e processar novas informações. Momento em que ocorre o despertar da atenção, da curiosidade e da motivação, elementos essenciais para que a aprendizagem aconteça de maneira significativa. Esta fase inclui as seguintes etapas:
01 - CONECTAR
Conecta o estudante à uma problemática central e/ou objetivo de aprendizagem ou a um contexto prático.
Estudantes envolvidos e com o contexto do problema definido.
Apresentação do Desafio
Introduzir um problema do mundo real, relacionado à área de estudo. Pode ser feito por meio de um vídeo curto, estudo de caso ou pergunta instigante.
Discussão inicial
Encorajar os estudantes a refletirem sobre suas experiências e percepções iniciais do problema. Isso pode ser feito em grupos pequenos ou em um fórum de discussão online.
Perguntas provocativas
Apresentar questões para que os estudantes pensem sobre a importância do problema, por que ele é relevante no contexto profissional.
02 - EXPLORAR
Compreensão da contextualização inicial que incentiva o estudante a buscar informações e evidências para aprofundar o tema com base em fontes diversas.
Estudantes enriquecendo a compreensão do tema com dados e informações.
Apresentação do Desafio
Introduzir um problema do mundo real, relacionado à área de estudo. Pode ser feito por meio de um vídeo curto, estudo de caso ou pergunta instigante.
Compartilhamento de Insights
Após a pesquisa, cada estudante compartilha um resumo do que encontrou, evidenciando dados ou fontes relevantes para entender o tema.
O foco é construir ativamente o conhecimento, por meio da prática, experimentação, análise e problematização. O estudante se engaja em tarefas que exigem o uso ativo do que foi aprendido, promovendo consolidação neural e aprendizagem duradoura. Esta fase inclui as seguintes etapas:
03 - EXPANDIR
Ampliar ou consolidar o repertório conectando teoria e prática, promovendo uma compreensão mais profunda e contextualizada.
Estudantes compreendem os conceitos teóricos fundamentais.
Mini-Lecture (Aula Expositiva)
Apresentar os principais conceitos teóricos relacionados ao tema. Utilizar slides com explicações concisas
Análise de Casos
Conectar os conceitos teóricos com exemplos práticos ou estudos de caso, para ilustrar como a teoria se aplica na prática.
04 - EVOCAR
Promover uma atividade interativa mensurável que estimule o estudante a relacionar o conhecimento adquirido com suas experiências pessoais, favorecendo a internalização do conteúdo e sua aplicação em diferentes contextos, tornando o aprendizado mais significativo.
Estudantes internalizando o conhecimento e fazendo conexões pessoais.
Reflexão Individual
Atividade reflexiva onde os estudantes escrevem suas percepções sobre o que aprenderam até agora e como isso se conecta com suas experiências anteriores.
Compartilhamento em Pares ou Grupos Pequenos
Facilitar uma troca de ideias entre os estudantes sobre como o novo conhecimento se relaciona com suas vivências ou desafios passados.
05 - EFETIVAR
Aplicar o conhecimento adquirido em uma proposta prática, permitindo que o estudante desenvolva soluções concretas para o problema ou desafio apresentado. Esse ciclo pode ser aplicado na A1 ou na A3, com o intuito de mensurar o quanto o estudante é capaz de transformar a teoria em prática.
Aplicar o conhecimento adquirido em uma proposta prática.
Desafio Prático
Propor um exercício prático onde os estudantes usam conceitos aprendidos para resolver problema concreto. Pode ser feito de forma individual ou em grupos.
Plano de Ação
Pedir que os estudantes esboçem um plano de ação para resolver o problema apresentado, aplicando a teoria estudada de forma prática.
Estímulo à metacognição, feedbacks formativos e para que o estudante perceba seus avanços e necessidades. Esta fase inclui as seguintes etapas:
06 - INTERAGIR
Promover a aprendizagem colaborativa por meio da troca de experiências e feedbacks entre os estudantes, incentivando o debate e o aprimoramento das soluções em um ambiente enriquecedor de construção coletiva do conhecimento.
Estudantes melhorando suas soluções com base no feedback recebido.
Discussão em Grupos
Organizar os estudantes em grupos para discutir as soluções propostas, permitindo que troquem feedbacks e sugestões de melhoria.
Feedback entre Pares
Encorajar os estudantes a darem feedbacks construtivos uns aos outros, focando em melhorias para a aplicação prática das soluções.
07 - AVALIAR
Desenvolver a capacidade de análise crítica e autorreflexão dos estudantes por meio da revisão de suas produções e do acolhimento de feedbacks formativos, visando o aprimoramento contínuo do desempenho individual.
Estudantes em aprimoramento contínuo.
Autoavaliação
Solicitar que os estudantes revisem suas soluções, reflitam sobre o que funcionou e o que pode ser melhorado.
Avaliação Formativa
Feedback por meio de um breve questionário, avaliando as soluções propostas e identificando áreas para aprimoramento.
Para apoiar os professores na aplicação prática desses fundamentos neurodidáticos, o Ecossistema Ânima oferece ferramentas digitais, como o IARA Insights, uma solução de Inteligência Artificial (IA) que auxilia o docente na criação de roteiros de aula.
A ferramenta está baseada na referência matética e na Taxonomia de Neuroaprendizagem®.
Ao gerar roteiros, o sistema ajuda o professor a diversificar materiais e estratégias.
A ideia é que o docente atue como designer de experiências, mediador e facilitador, focando na experiência de aprendizagem do estudante.
Os roteiros oferecem suporte completo, abordando as três fases do ciclo de aprendizagem (Ativar, Aplicar e Avaliar), assegurando a intencionalidade pedagógica em cada momento da aula.
Essa articulação entre a Matriz Radial, a Taxonomia de Neuroaprendizagem® e o dashboard de desenvolvimento permite uma avaliação contínua e um aprimoramento constante do currículo.
Em 2025.2, 10 cursos tiveram a Matriz Radial implementada, incluindo os quatro mencionados, além de novos cursos no portfólio como Biohacking, Ciência da Felicidade, Healthtech Influencer, Sommelier, Mecânica Automotiva em Veículos Elétricos e Inteligência Artificial.